Caros amigos da Direção da ASEL.
Levo ao vosso conhecimento que na madrugada do dia 28 de fevereiro de 2014 faleceu no Hospital «Padre Américo» em Penafiel, o Padre Manuel de Jesus Cardoso Moura, Pároco de Santiago de Piães.
O Pe. Manuel Moura nasceu em S.Cristovão de Nogueira do Concelho de Cinfães no dia 23 de abril de 1944
e foi ordenado sacerdodte em 28 de agosto de 1982.
Após a sua ordenação foi nomeado pároco de Santiago de Piães, onde permaneceu até ao seu falecimento.
O funeral é amanhã, dia 1 de março na Igreja de Santiago de Piães às 11h00 e o seu corpo, segundo a sua vontade expressa, ficará sepultado no cemiterio local, no meu cemitério onde estão sepultados, entre outros, o Pe. Jerónimo Nogueira, o Pe. Daniel da Costa e o Pe. Agostinho de Jesus e Sousa.
Paz à sua alma.
Adão Sequeira
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Direção da ASEL reune no Seminário de Lamego
Mias desenvolviemntos decorrentes deste Encontro serão publicados aqui.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Padres de Aveiro tentaram evitar saída de D. António Francisco para o Porto
Novo bispo substitui D. Manuel Clemente após nove meses de espera;
processo levantou muitas críticas em Aveiro, Porto e Lamego
(in http://religionline.blogspot.pt/2014/02/padres-de-aveiro-tentaram-evitar-saida.html)
Um grupo de quatro
padres da diocese de Aveiro tentou ontem, numa iniciativa de última hora,
evitar a saída do actual bispo da diocese para o Porto. Sem sucesso: D. António
Francisco foi nomeado esta manhã como
sucessor de D. Manuel Clemente, nove meses depois da saída deste último para patriarca de Lisboa.
A
informação, confirmada por RELIGIONLINE junto de várias fontes, não mereceu,
até agora, qualquer comentário da Nunciatura do Vaticano em Lisboa, apesar do
pedido de esclarecimentos feito ao final da manhã de hoje.
A reunião de
ontem decorreu de forma cordata, tanto quanto foi possível apurar. Mas o
núncio, o arcebispo italiano Rino Passigato, terá insistido com os quatro
padres na irreversibilidade da decisão. O argumento invocado foi o da
obediência ao Papa – embora a decisão seja, essencialmente, tomada pelo próprio
representante diplomático da Santa Sé no país.
O padre João
Gonçalves, da diocese de Aveiro, disse ao RELIGIONLINE que o sentimento de
“mágoa” da diocese é “muito profundo”: D. António Francisco “está cá há muito
pouco tempo [desde 2006] e, em poucos meses, temos uma segunda perda, depois da
morte de D. António Marcelino”, em Outubro, lamenta.
João
Gonçalves, responsável nacional pelas capelanias prisionais, acrescenta que,
quando alguém é nomeado como bispo residencial de uma diocese, “há quase um
matrimónio”. Por isso, ir buscar o bispo residencial de Aveiro para o Porto
“começa por ser algo de estranho”. Mas o pior é que, entre o clero da diocese,
o sentimento de perda, diz, “é indescritível: é a transferência de um pai”,
conhecidas que são as qualidades humanas de D. António Francisco, na relação
com as pessoas.
“A diocese
de Aveiro não foi ouvida. E, se é verdade ter sido invocado o argumento da
obediência, esse devia ser o último recurso, porque se deveria privilegiar o
diálogo com a pessoa”, acrescenta.
“O que há de pior na Igreja”
O processo
de escolha de um bispo começa normalmente por pedir a membros do clero que
apresentem sugestões de nomes. Dessas sugestões (e das próprias ideias do
núncio ou de outros bispos), são retirados três nomes – a terna –, que depois
são enviados para Roma, já com as indicações do núncio do respectivo país. Pode
haver casos em que há necessidade de uma segunda ou mesmo terceira lista, mas
tudo é feito no maior secretismo, com juramentos das pessoas auscultadas, que
podem ser excomungadas caso violem o segredo.
Este longo
processo para a nomeação do novo bispo do Porto deixa, entretanto, marcas negativas
em três dioceses: Aveiro, que fica sem o seu bispo; o Porto que, apesar de ser
a mais populosa diocese do país, já desesperava pela nomeação; e Lamego, pois o
nome que corria com mais insistência como provável para o Porto era o de D.
António Couto, actual titular de Lamego.
“Pode haver
razões para manter esta forma de nomear os bispos, mas exigem-se cada vez mais
mudanças na metodologia usada”, defende o padre Rui Osório, pároco da Foz do
Douro e cónego da Sé do Porto, que foi muito crítico da atitude da Nunciatura
no processo.
“Se o
processo fosse mais participado, os bispos, que são os garantes da
sinodalidade, estariam mais sustentados no seu próprio lugar”, diz ao
RELIGIONLINE.
O padre João
Gonçalves comunga da mesma crítica: “Se houvesse mais pessoas auscultadas, as
decisões seriam mais assumidas por todos. E ao dizermos que a Igreja é povo de
Deus, isso tem de significar que o povo de Deus tem de ser escutado, para as
pessoas se sentirem coresponsabilizadas.”
Licínio
Cardoso, outro padre da diocese de Aveiro, foi também muito crítico da atitude
da Nunciatura e do próprio processo, na sua página no Facebook: “Eis o sinal
claro e evidente daquilo que de pior há na Igreja: o secretismo na nomeação dos
bispos, a exclusão do povo de Deus na escolha do seu pastor. A ida de D.
António Francisco para o Porto é a expressão mais visível da incompetência do
núncio e de que é uma figura que está a mais na orgânica da Igreja. Um ano para
escolher um bispo para o Porto!”
“Merecemos consideração”
Na diocese
do Porto, as razões do profundo mal-estar prendem-se com a prolongada espera
pela nomeação do novo bispo. Rui Osório, que também é jornalista, escreveu no
Jornal de Notícias, em Janeiro, um texto muito crítico para com a Nunciatura do
Vaticano em Lisboa: “Se quiséssemos, até
poderíamos, na Igreja Portucalense, fazer-nos de vítimas ou, como o Calimero,
queixar-nos que já ninguém gosta de nós (‘é uma injustiça, pois é’ e ‘abusam
porque sou pequenino’), especialmente a Nunciatura, supondo que a diplomacia do
Vaticano tem responsabilidades em gerir com eficiência a nomeação do novo bispo
do Porto.”
Rui Osório
acrescentava: “Mesmo sem vitimização, já está a causar apreensão a lentidão do
processo, num tempo em que o Papa Francisco tem imprimido à Igreja uma estimulante
frescura renovadora.”
Num outro
texto publicado no Facebook, Rui Osório tomava as notícias dos últimos dias, que
apontavam o bispo de Lamego como novo responsável da diocese do Porto. E criticava
ainda a representação diplomática do Vaticano em Lisboa, escrevendo: “Já dois
diários adiantaram que o novo bispo será D. António Couto, que, para tomar
posse, está à espera de restabelecer a sua saúde. Até o estado clínico vem a
público! Entretanto, lamentavelmente, a Nunciatura, a quem cabe muita responsabilidade,
fecha-se em copas e não torna oficial a informação, sendo cúmplice da
informação posta a correr, sem sabermos se é ou não verdadeira. A Igreja tem
dificuldade em aprender a lógica da Imprensa! Compreenda, ao menos e respeite,
o Povo de Deus da diocese do Porto. Merecemos consideração.”
Este texto
de Rui Osório foi pretexto para uma manifestação de solidariedade de João
Aguiar Campos, presidente da administração da Rádio Renascença e director do
Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, da Igreja Católica: “Quando se
dilatam tanto as indecisões, qualquer decisão já é imperfeita. Percebo e
partilho a dor/espanto das pessoas e da igreja local”, escrevia este
responsável, num comentário ao texto de Rui Osório.
Mas nem só
as dioceses de Aveiro e Porto saem feridas deste processo. Ao ter aparecido o
nome de António Couto como provável sucessor, também a diocese de Lamego saiu
chamuscada. Rui Vasconcelos, da Livraria Fundamentos, também criticou o facto,
num dos comentários ao texto de Rui Osório no Facebook, dizendo que sofrem os
católicos do Porto e de Lamego, “com a desestabilização que este tipo de
‘notícias’ provoca”. E acrescentava: “Sem entrar nas questões eclesiológicas da
famosa ‘dança’ de bispos (de que a Igreja do Porto foi, parece-me, ‘vítima’),
muitas vezes são as dioceses mais pequenas e interiores que sofrem no seu
cuidado pastoral”. E o padre Rui Osório respondia: “Sim, é verdade, também a
diocese de Lamego merece consideração e respeito. A ‘dança’ dos bispos, algumas
vezes, é pouco clara. Lamentavelmente.”
Um padre da
diocese de Lamego confirma esta situação: “O facto de D. António Couto
estar doente e se falar dele para o Porto criou expectativas de mudança e
retardou a actividade pastoral.”
Crise financeira, clero envelhecido, pouca
democracia
Na mensagem
que escreveu à diocese do Porto, D. António
Francisco diz que pede “compreensão” à diocese de onde sai, por ter aceite o serviço
para o qual agora foi escolhido. Mas acrescenta: “Aveiro sabe como sempre aqui me
senti feliz como bispo e como é grande a dor da separação.” Na mensagem que
enviou à diocese que agora deixa, António
Francisco acrescenta: “De todos os lugares fiz minha terra até ao fim. De todas
as pessoas sempre me senti irmão. Em todos os lugares onde vivi e nos
diferentes múnus que a Igreja me confiou eram previsíveis as mudanças. Menos
aqui! Aveiro era para mim lugar, desígnio e missão até ao fim. Nunca aqui fui
estranho nem me senti estrangeiro. Mas, hoje, compreendo, melhor do que nunca,
que também aqui era simplesmente peregrino. Só Deus basta e só Cristo
permanece.”
No Porto, o
novo bispo vai encontrar uma tarefa nada fácil, como refere Rui Osório: uma
diocese com uma “grave crise financeira”, um clero “escasso e envelhecido” e
uma estrutura “pouco democrática e participativa, onde ainda falta a
corresponsabilização eclesial”.
Sendo a
maior diocese do país em termos de população (dois milhões 114 mil habitantes),
com uma superfície de três mil quilómetros quadrados, a diocese conta com 492
padres diocesanos e outros 920 membros do clero regular (ordens e congregações
religiosas).
António Francisco dos Santos é natural do concelho de Cinfães (diocese de Lamego) e é padre desde Dezembro de 1972. Estudou em Lamego e em Paris e, em Dezembro de 2004, foi nomeado bispo auxiliar de Braga, onde esteve ano e meio, antes de ser escolhido como titular da diocese de Aveiro. É actualmente membro do conselho permanente da Conferência Episcopal Portuguesa.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Mensagem do novo bispo à Diocese do Porto
Caros Diocesanos, Era tão imprevisível este chamamento que Deus agora me faz que não consegui balbuciar palavra, quando a decisão do Papa Francisco me foi comunicada. Sei que é ao Santo Padre, como Bispo de Roma e Pastor Universal da Igreja, que compete dar Pastores a todas as Igrejas. Lembrei nesse momento a Palavra de Deus ao Profeta Jeremias: “Irás aonde Eu te enviar” (Jer 1,7). Apesar desta palavra recorrente ao meu espírito e presente no meu coração, muitas as dúvidas e grande o temor com que me defrontei ao ver as minhas limitações e fragilidades, perante a grandeza da missão. Interroguei-me dia e noite sobre o que posso eu levar de novo a uma Diocese habitada por tanta gente de bem e de valor e habituada a tão generosos servidores como bispos, presbíteros, diáconos, consagrados e leigos. À Diocese de Aveiro peço a compreensão para este meu gesto ao serviço da Igreja, que em nada significa, menos respeito ou menor amor. Aveiro sabe como sempre aqui me senti feliz como bispo e como é grande a dor da separação. Todavia, senti que só conseguiria reencontrar a serenidade de coração e a liberdade de espírito, quando com a ajuda de Deus vencesse todos os receios e temores. Levo comigo o modo próximo de ser e de viver, a alegria convicta da fé e o desejo fraterno de a todos olhar com os olhos de Deus, para a todos servir como Deus quer e ama. IN MANUS TUAS é o lema episcopal que escolhi, quando o Papa João Paulo II, me chamou a ser bispo auxiliar de Braga e titular de Meinedo. Renovei este mesmo compromisso diante do Papa Bento XVI quando me enviou para Aveiro. É com igual verdade que agora o afirmo diante do Papa Francisco. Este lema e os sentimentos que ele exprime unem-me a Cristo e à Sua Cruz e colocam-me sob o olhar terno da Mãe de Jesus, Senhora da Assunção, nossa Mãe e Padroeira. Saúdo, como irmão que sempre serei, o senhor Administrador Apostólico, D. Pio Alves, os senhores Bispos Auxiliares, D. António Taipa e D. João Lavrador, os senhores Bispos Eméritos, os senhores Vigários Gerais, o Cabido da Catedral, os Sacerdotes, Seminários, Diáconos, Consagrados e Leigos. Desde já afirmo a alegria de servir a grande comunidade humana da Diocese do Porto, com os seus eleitos e representantes autárquicos, as Autoridades Locais, as Universidades e Escolas, Instituições e Associações. Quero dirigir uma palavra de muito afeto às crianças, aos jovens e às famílias. Serei irmão e presença junto dos doentes, dos pobres e dos que sofrem e com eles procurarei fazer caminho de bondade e de esperança na busca comum de um mundo melhor. Quero ser apóstolo das Bem-Aventuranças nestes tempos difíceis que vivemos. Sei que é grande a missão que agora me é confiada, mas vou com alegria e generosidade ao vosso encontro para amar a Deus e vos servir. Alegra-me e conforta-me ser irmão convosco, tão belo é o testemunho cristão da Igreja do Porto. Que Deus me ajude e vos abençoe. Abençoai-me, também vós, caros diocesanos. Aveiro, 21 de fevereiro de 2014 D. António Francisco dos Santos, bispo eleito do Porto |
Novo Bispo quer ser presença "simples, próxima e fraterna"!
Aveiro, 21 fev 2014 (Ecclesia) – O novo bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, disse hoje à Agência ECCLESIA que parte para esta missão com o objetivo de estar próximo de toda a população, de uma maneira “simples, próxima e fraterna”.
“Levo a minha entrega, a alegria de anunciar o Evangelho, a certeza da proximidade com todos, a disponibilidade para que todos encontrem em mim um pastor e um irmão”, declarou o prelado, em Aveiro, diocese da qual se vai despedir para assumir as funções confiadas pelo Papa Francisco.
D. António Francisco dos Santos, de 65 anos, era bispo de Aveiro desde 2006, cargo para o qual foi nomeado por Bento XVI.
“Quero ser porta-voz do amor de Deus, de um Deus que ama cada um em cada situação e em cada circunstância. Vou para agradecer a Deus a Igreja do Porto e para semear esperança”, afirmou.
Notícia completa aqui!
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D. António Francisco Bispo do Porto

“Quero ser apóstolo das Bem-Aventuranças nestes tempos difíceis que vivemos”, escreve, no texto enviado à Agência ECCLESIA.
É com enorme alegria e profundo orgulho que publico e vos anuncio aqui a notícia hoje tornada pública: D. António Franscisco dos Santos foi nomeado Bispo do Porto.
Por ter sido meu Vice-Reitor em Lamego, meu professor e amigo, este é um dos dias felizes em que dá gosto ouvir a rádio ou ver a televisão, contrastando com o negrume dos tristes acontecimentos dos últimos dias, que nos chegam um pouco de todo o lado.
Estou confiante que esta nomeação é uma Benção para a Diocese do Porto e o reconhecimento das virtualidades de um homem inteligente e de um Bispo à altura dos acontecimentos do seu tempo. Deixa para trás, um rasto de trabalho pastoral com frutos, em particular nos últimos anos na Diocese de Aveiro, e uma saudade de quem o gostaria de ter sempre como Pastor.
A Diocese de Lamego exulta, certamente, com esta nomeação.
A Diocese do Porto contará com um Bispo da dimensão que a sua História sempre nos habituou.
A ASEL sente orgulho e apresenta as sinceras felicitações.
Parabéns D. António Francisco, pode contar sempre connosco.
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D. António Francisco dos Santos é o novo Bispo do Porto (Agência Ecclesia)
Ver aqui a Mensagem de D. António Francisco à Diocese de Aveiro
Diocese do Porto congratula-se com a nomeação do novo Bispo
Diocese do Porto congratula-se com a nomeação do novo Bispo
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Nossa Senhora de Lourdes
O dia de Nossa Senhora de Lourdes é para nós dia de Memória, saudade e lembrança de tempos idos em que partilhamos a fé e a vocação sob a proteção de Maria.
É sempre dia de Festa do Seminário de Resende.
Dia dos Seminaristas e das suas famílais.
Dia de Esperança no futuro vocacional e sacerdotal.
Mais um dia para recordar o nosso Seminário!
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O XXII DIA MUNDIAL DO DOENTE
Fé e caridade: «Também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16)
Amados irmãos e irmãs!
1. Por ocasião do XXII Dia Mundial do Doente, que este ano tem como tema Fé e caridade: também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16), dirijo-me de modo particular às pessoas doentes e a quantos lhes prestam assistência e cura. A Igreja reconhece em vós, queridos doentes, uma presença especial de Cristo sofredor. É assim: ao lado, aliás, dentro do nosso sofrimento está o de Jesus, que carrega connosco o seu peso e revela o seu sentido. Quando o Filho de Deus subiu à cruz destruiu a solidão do sofrimento e iluminou a sua escuridão. Desta forma somos postos diante do mistério do amor de Deus por nós, que nos infunde esperança e coragem: esperança, porque no desígnio de amor de Deus também a noite do sofrimento se abre à luz pascal; e coragem, para enfrentar qualquer adversidade em sua companhia, unidos a Ele.
2. O Filho de Deus feito homem não privou a experiência humana da doença e do sofrimento mas, assumindo-os em si, transformou-os e reduziu-os. Reduzidas porque já não têm a última palavra, que é ao contrário a vida nova em plenitude; transformados, porque em união com Cristo, de negativas podem tornar-se positivas. Jesus é o caminho, e com o seu Espírito podemos segui-lo. Como o Pai doou o Filho por amor, e o Filho se doou a si mesmo pelo mesmo amor, também nós podemos amar os outros como Deus nos amou, dando a vida pelos irmãos. A fé no Deus bom torna-se bondade, a fé em Cristo Crucificado torna-se força para amar até ao fim também os inimigos. A prova da fé autêntica em Cristo é o dom de si, o difundir-se do amor ao próximo, sobretudo por quem não o merece, por quantos sofrem, por quem é marginalizado.
3. Em virtude do Baptismo e da Confirmação somos chamados a conformar-nos com Cristo, Bom Samaritano de todos os sofredores. «Nisto conhecemos o amor: no facto de que Ele deu a sua vida por nós; portanto, também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16). Quando nos aproximamos com ternura daqueles que precisam de cura, levamos a esperança e o sorriso de Deus às contradições do mundo. Quando a dedicação generosa aos demais se torna estilo das nossas acções, damos lugar ao Coração de Cristo e por Ele somos aquecidos, oferecendo assim a nossa contribuição para o advento do Reino de Deus.
4. Para crescer na ternura, na caridade respeitadora e delicada, temos um modelo cristão para o qual dirigir o olhar com segurança. É a Mãe de Jesus e nossa Mãe, atenta à voz de Deus e às necessidades e dificuldades dos seus filhos. Maria, estimulada pela misericórdia divina que nela se faz carne, esquece-se de si mesma e encaminha-se à pressa da Galileia para a Judeia a fim de encontrar e ajudar a sua prima Isabel; intercede junto do seu Filho nas bodas de Caná, quando falta o vinho da festa; leva no seu coração, ao longo da peregrinação da vida, as palavras do velho Simeão que lhe prenunciam uma espada que trespassará a sua alma, e com fortaleza permanece aos pés da Cruz de Jesus. Ela sabe como se percorre este caminho e por isso é a Mãe de todos os doentes e sofredores. A ela podemos recorrer confiantes com devoção filial, certos de que nos assistirá e não nos abandonará. É a Mãe do Crucificado Ressuscitado: permanece ao lado das nossas cruzes e acompanha-nos no caminho rumo à ressurreição e à vida plena.
5. São João, o discípulo que estava com Maria aos pés da Cruz, faz-nos ir às nascentes da fé e da caridade, ao coração de Deus que «é amor» (1 Jo 4, 8.16), e recorda-nos que não podemos amar a Deus se não amarmos os irmãos. Quem está aos pés da Cruz com Maria, aprende a amar como Jesus. A Cruz «é a certeza do amor fiel de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos confere a força para o carregar, entra também na morte para a vencer e nos salvar... A Cruz de Cristo convida-nos também a deixar-nos contagiar por este amor, ensina-nos a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo para quem sofre, para quem tem necessidade de ajuda» (Via-Sacra com os jovens, Rio de Janeiro, 26 de Julho de 2013).
Confio este XXII Dia Mundial do Doente à intercessão de Maria, para que ajude as pessoas doentes a viver o próprio sofrimento em comunhão com Jesus Cristo, e ampare quantos deles se ocupam. A todos, doentes, agentes no campo da saúde e voluntários, concedo de coração a Bênção Apostólica.
Vaticano, 6 de Dezembro de 2013.
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